O ninho das águas é meu coração
Está aberto ao desague delas.
Água de cachoeira com sua bruma
Cai bem do alto num belo salto!
Água do mar, salgada, valente
Adrenalina solta,
Água alegre, brincalhona
Molha tudo, até a barraca de lona.
Água de chuva, coisa engraçada
Água caindo do céu!
Chuva fria, chuva ácida
Molha a terra que fica verde, em gratidão.
Água do pranto que desce devagar
Colocando para fora toda emoção.
Água benta que alivia
Os temores com seu perdão.
Sou ninho de água!
Dessa molécula de vida
Película pequena, transparente
De toda criação a mais indulgente.
Kátia Bicalho – 13/08/2017
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